A demanda por viagens aéreas domésticas no Brasil apresentou um desempenho destacado em janeiro de 2026, com um crescimento de 10,9% em comparação ao mesmo mês de 2025. Esse aumento coloca o mercado doméstico brasileiro como um dos destaques no setor, superando a evolução de várias outras regiões no início do ano.
Os dados divulgados pela Associação Internacional de Transporte Aéreo (Iata) mostram que a demanda global por transporte aéreo de passageiros cresceu 3,8% no período analisado, em relação a janeiro de 2025. Essa medida foi feita com base no indicador de passageiros-quilômetro pagos (RPK), que considera tanto o número de passageiros quanto a distância percorrida. A capacidade total, avaliada em assentos-quilômetro oferecidos (ASK), aumentou 3,5% na comparação anual, enquanto a taxa de ocupação alcançou novos níveis elevados, atingindo cerca de 82% — um recorde para o mês de janeiro.
Quando observados os diferentes segmentos da demanda global, o crescimento da aviação internacional foi de 5,9% em relação ao mesmo mês do ano anterior, com a capacidade expandindo 5,8% e a taxa de ocupação ficando em cerca de 82,5%. Já a demanda doméstica global, embora tenha registrado um aumento modesto de 0,1%, teve a capacidade reduzida em 0,4% no período, e a taxa de ocupação doméstica chegou a aproximadamente 81,2%.
Dentro desse cenário global, o Brasil se destacou no segmento doméstico. Enquanto o crescimento total da demanda doméstica em nível mundial foi quase estável em janeiro, o mercado brasileiro registrou um desempenho muito superior, com aumento de 10,9% nos RPK e expansão da capacidade de assentos em torno de 8,3%. Esse desempenho positivo também resultou em uma elevação da taxa de ocupação nos voos domésticos brasileiros, que chegou a perto de 85%, colocando o país entre os mercados domésticos mais cheios do mundo no mês de janeiro.
Segundo os dados analisados, parte da comparação relativa ao crescimento mundial foi influenciada pela mudança do calendário do Ano Novo Lunar de 2025 para 2026, que afetou o volume de viagens programadas em regiões como a Ásia, diminuindo temporariamente a demanda doméstica em mercados importantes naquele mês. Ainda assim, os indicadores apontam que os fundamentos para um crescimento contínuo da demanda aérea em 2026 permanecem sólidos, com projeções de aumento da capacidade global de assentos nos próximos meses.
O forte crescimento observado no Brasil reflete a continuidade da recuperação da aviação no país e o aumento da mobilidade doméstica, impulsionado tanto pelo lazer quanto pelo transporte corporativo. Esse avanço coloca o mercado aéreo brasileiro em posição de destaque no contexto global, ao apresentar um ritmo de expansão mais acelerado do que muitas outras regiões no início do ano.
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